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Aqui tem um professor

Antes do software, veio a sala de aula.

Antes do SiaaE e do ProvaJá, vieram milhares de alunos, milhares de provas e uma pergunta que me acompanha desde a sala de aula:

O que uma prova pode ensinar ao professor?

Anselmo Pisco · professor, engenheiro e desenvolvedor

Prof. Anselmo Pisco diante da lousa cheia de desenhos de geometria, falando com a turma
Na lousa, em Osasco.

Da lousa ao ProvaJá.

Esta é a história contada pela minha memória e pelos documentos que guardei: relatórios em formulário contínuo, boletins de época e telas antigas. A máquina mudou muitas vezes. A pergunta, nenhuma.

  1. 1977Guaratinguetá

    Professor antes de ser engenheiro.

    Cheguei a Guaratinguetá para estudar Engenharia na FEG, da UNESP. Foi lá que aprendi a programar, num computador Burroughs, com cartões perfurados. Ainda na faculdade, virei professor de cursinho: primeiro no CV da FEG, depois no Max Pré-Fac, em Taubaté. Matemática: trigonometria, probabilidade e estatística.

    A sala de aula me ensinou o que nenhum computador ensinaria: uma nota sozinha diz muito pouco sobre um aluno.

  2. 1981São Paulo

    Engenheiro, mas professor.

    Formado, vim para São Paulo e fui dar aula onde estavam os alunos, nos grandes cursinhos: o Etapa e o Anglo Osasco. A foto do alto da página é de lá.

  3. 1984o computador

    Quando a prova encontrou o computador.

    Chegaram os primeiros microcomputadores à sala de aula: um Z80 com teclado de membrana, programas gravados em fita cassete e uma TV em preto e branco no lugar do monitor. Com ele, eu dava trigonometria com gráficos e tentava responder à pergunta que me inquietava: onde, exatamente, meus alunos estavam acertando e errando?

  4. 1986S.A.S.

    Nasce o S.A.S.

    A primeira versão do Sistema de Análise de Simulados, o S.A.S., rodava num TK3000, agora com disquete de 5¼ no lugar da fita cassete e monitor de fósforo verde: análise estatística e avaliação de alunos. Anos depois, contei esse começo numa publicação.

    Publicação Pisco Sistemas, uma história de sucesso: 1984, Z80 de teclado de membrana em sala de aula; 1986, TK3000 com a primeira versão do SAS
    Publicação da Pisco Sistemas de 21/07/2015. As fotos dos computadores são imagens de referência.
  5. Anos 80o projeto

    A pergunta, por escrito.

    Num texto de apresentação do projeto, impresso e sem data (nele conto que o sistema já se desenvolvia havia três anos), eu fazia, do jeito formal da época, a mesma pergunta de hoje:

    “Como processar tal transformação, que se faz necessária e constante, no sentido de obter resultados que levem à real e significativa mudança de nossas decisões?”“O Projeto S.A.S.”, Anselmo Figaro Pisco (grafia atualizada)
    Folha impressa com o título O Projeto S.A.S., Sistema de Análise de Simulados, assinada por Anselmo Figaro Pisco
    “O Projeto S.A.S.” (sem data, c. 1987–1989): o texto de apresentação do sistema, com as correções à caneta.
  6. 1989Tamandaré

    Professor de um lado. Desenvolvedor do outro.

    Fui convidado pelo Prof. Simão Faiguenboim para o Anglo Tamandaré. Continuei em sala de aula e continuei programando.

    Nunca foram duas profissões. O programa existia porque o professor precisava dele.

  7. c. 1990FUVEST-91

    A prova começa a falar.

    Formulário contínuo, impressora matricial e um rodapé que virou minha assinatura: S.A.S. Pisco. Cada aluno recebia o seu aproveitamento por matéria; o professor via, num histograma, o rendimento da turma em cada matéria.

    Boletins de simulado impressos em formulário contínuo, com barras de aproveitamento por matéria e o rodapé S.A.S. Pisco
    Boletins de um simulado preparatório para a FUVEST-91, 1ª fase. Nomes dos alunos ocultados.
    Folha de rosto do S.A.S., módulo Data_Grafic, com o histograma de acerto por matéria da FUVEST-91
    Folha de rosto do S.A.S. (módulo Data_Grafic) com o histograma da FUVEST-91.
  8. Anos 90a turma ao lado

    Nenhuma nota sozinha.

    No começo dos anos 1990, o boletim já trazia a nota do aluno ao lado da média da turma, e o histograma de questões mostrava o acerto de cada uma, com o gabarito. Ali já estava a semente do que o SiaaE faz hoje: toda nota é comparada.

    Boletim de simulado com os percentuais do aluno e da turma por matéria e a frequência nos simulados
    Boletim de simulado (sem data): o aluno e a média da turma (M.G.T.) lado a lado. Nomes ocultados.
    Histograma de questões de um simulado, com a porcentagem de acerto de cada questão e o gabarito
    Histograma de questões do simulado P6 (sem data): o acerto de cada questão, para o professor analisar a prova.
  9. 1991a rede

    De uma escola para muitas.

    Em 1991, o método foi testado na central; no ano seguinte, já chegava a toda a rede de escolas conveniadas. O que tinha nascido numa unidade passou a orientar milhares de alunos.

  10. 1996SAE

    O boletim da escola inteira.

    Em 1996, o SAE, Sistema de Avaliação Escolar (nome da época), testava a mesma ideia no boletim bimestral da escola: gráfico por matéria, notas por componente (prova, trabalho, método) e faltas por bimestre, numa folha só.

    Dois boletins do SAE, Sistema de Avaliação Escolar, de 26 de julho de 1996, com gráfico por matéria, componentes e faltas
    Boletins do SAE, “by Pisco”, num teste de 26/07/1996. Na segunda folha, o programa avisava: “ACABOU......!!!!!!”.
  11. 1998a empresa

    O sobrenome vira empresa.

    Em novembro de 1998, abri a empresa, a firma individual Anselmo Figaro Pisco, com a marca Pisco Sistemas. Meu sobrenome já assinava os relatórios havia anos: “S.A.S. Pisco”, “by Pisco”.

  12. 2001orientação

    O boletim que orienta.

    Em 2001, a orientação de estudo ganhou ícones: carinha para manter ritmo, mão apontando para aumentar ritmo, lápis para mais tarefa, dedo erguido para revisar tarefa. Além de informar, o boletim dizia a cada aluno onde estudar. É o mesmo princípio dos sinalizadores do SiaaE.

    Modelo de boletim colorido do S.A.S. de 2001, com barras por matéria e ícones de orientação de estudo
    Modelo de boletim do S.A.S., processado em 03/01/2001, com a marca Pisco Sistemas.
  13. 2002a tela

    Do papel para a tela.

    O “Boletim de aluno 2002” levou para o Windows cadastro, boletim, anotações, carômetro e impressão em lote; foi a primeira versão do boletim com distribuição nacional.

    O aluno de teste da tela era eu mesmo.

    Tela do programa Boletim de aluno 2002 do S.A.S., com a foto do Prof. Pisco como aluno de teste
    Tela do “Boletim de aluno 2002”, em 20/04/2002. O “Aluno da Silva Nome” da foto sou eu.
  14. 2008um nome próprio

    O método ganha nome próprio: SiaaE.

    Em 2008, registrei o domínio siaae.com.br. O SiaaE começou como o nome do programa de correção e, com os anos, passou a nomear também o método, no lugar da sigla S.A.S., comum a muitas outras instituições. A marca foi depositada no INPI em 2014.

  15. 2017ProvaJá

    Prova aplicada, prova divulgada.

    Em 2017, criei o ProvaJá, com o lema “prova aplicada, prova divulgada”. Em 2026, o novo ProvaJá foi para a nuvem: a prova é lida, corrigida e analisada, e o resultado chega ao celular do aluno.

O que nunca mudou.

Mudaram os computadores. Mudaram as impressoras. Vieram a internet, os celulares e a inteligência artificial.

  • cartão perfurado
  • TK3000 e disquete
  • formulário contínuo
  • Windows
  • web
  • nuvem e celular

Mas a pergunta continua a mesma: o que esta prova pode ensinar ao professor?

Prof. Anselmo Pisco, sorrindo, de jaleco branco com o logo da Pisco

Mais de quatro décadas transformando provas em orientação.

Eu sou Anselmo Pisco. Engenheiro e desenvolvedor, sim. Mas, por trás do SiaaE e do ProvaJá, ainda tem um professor.

Conversar com o Prof. Pisco

As imagens desta página são do meu acervo: fotos de sala e de documentos originais, arquivos digitais e telas da época. Nomes e números de alunos reais foram ocultados; os que aparecem são de registros de teste. Anglo, Etapa, FUVEST, UNESP e os demais nomes citados são marcas de seus titulares, mencionadas apenas como registro histórico.